quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Qnuado vcoê fheca os olohs, o que é ivnevisíl ateravsvsa o cdoreror.
/25 de novembro do ano 21 depois do meu nascimento/
Existe o frio. A serra e também o fogo.
Nervos curtos de raízes fincadas dentro do
quarto -de hora- indurmível.
Preso no círculo.
Até destruir com os dentes as malditas engrenagens
destes dias de céu tumultuado,
de sonhos ao avesso e noites sem entusiasmo e sem lua.
Existe o homem... um bicho - nojento -
cheio de agonias - que o profissional
em saúde mental alega ser apenas um pequeno trauma... -,
advindas da civilização mercantil, e que
a castração dos sentidos está ligada
ao esmagamento dos seus sentimentos.
Seus anseios passam por vias
pavimentadas com sangue ódio e pressas.
- depressa, o sol vai morrer!
Deprima-se!
Estasie-se com o calor das estrelas mortas,
plane num ar de fúria e descontentamentos!
Faça compras e resuma a existência em dígitos bancários!
Cultive esquecimento nos bares
e
mesmo depois da ressaca, haverá o frio.
Todo dia bate à porta uma sensação de inverno.
E dentro do sempre, estou na rua, desprotegido e à deriva...
...
até as árvores dão as costas caindo...
tombam com o auxílio do "bom patrão" que não planta e colhe.
Com o cu,
garimpam ouro e mentiras.
E meu ex-patrão afirma;
"Mais-valia é um termo do século 18... não cabe mais em nossos dias...
classe social? isso não existe mais..."
É...
Terei de comer suas tripas em nome da classe.
E o mundo-futuro festejará sua morte.
E tomara que você não se reproduza...
Os malditos levariam genes de seu pai,
do pai do seu pai...
Você é inimigo da Classe, entende?!
Ainda bem que
existe a Revolta.
"Revolta é o que há de melhor em nós!"
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
"como eu te odeio."
não foi dita em Casablanca.
Digo isto com a
mais clara clareza
que possa passar pelo orifício do cd arranhado.
Digo isto com a mais serena intenção;
fazê-la notar que não deslembro.
No teu emaranhado ainda haverá um pórtico em minha memória?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
"...sem mais nada pra dizer..."

Beira-Mar
Na Beira-Mar, entre luzes que lhe escondem
Só sorrisos me respondem
Que eu me perco de você
Que eu me perco de você
Você nem viu a lua cheia que eu guardei
A lua cheia que eu esperei
Você nem viu, você nem viu...
Você nem viu, você nem viu...
Viva o som, velocidade
Forte praia, minha cidade
Só o meu grito nega aos quatro ventos
A verdade que eu não quero ver
Só o meu grito nega aos quatro ventos
A verdade que eu não quero ver
Na Beira-Mar, entre luzes que lhe escondem
Só sorrisos me respondem
Que eu me perco de você
Que eu me perco de você
E o seu gosto que ficando em minha boca
Vai calando a voz já rouca
Sem mais nada pra dizer
sem mais nada pra dizer
E eu fugindo de você
Outra vez me desculpando
É a vida, é a vida...
Simplesmente, e nada mais
É a vida, é a vida...
Simplesmente, e nada mais
E um gosto de você que foi ficando
E a noite, enfim findando
Igual a todas as demais
E nada mais
E nada mais
E nada mais
E nada mais
E nada mais
Meu amor na Beira-Mar
Entre luzes que lhe escondem
Só sorrisos me respondem
E nada mais
Meu amor na
Beira-Mar
Entre luzes que lhe escondem
Só sorrisos me respondem
E nada mais
E nada mais
E nada mais
Ednardo
Olha só a gravidade...
Pular e deixar os pés soltos no ar.
Fazer disso uma fotografia e creditar 70%
No acaso,
10% no vento,
Em mim, 10%...
10% dentro da falta...
dentro...
naquela máquina fotográfica que você nunca devolveu.
Posso enumerar todos os idiotismos.
Posso não mais chorar, nem nada qualquer coisa...
E teus dentes ainda fazem propaganda de maconha e nicotina.
Por mim, pouco importa.
Para mim, nada importa.
Passe bem, passe mal.
Amo-te e
Foda-se!
